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História


A chamada colonização da área onde hoje se situa o município de Nova Fátima começou efetivamente na década de 1940, através da chegada de migrantes e imigrantes.

Trata-se de um povoado que foi fundado na década de 1930, nas margens da estrada que ligava Cornélio Procópio a Congonhinhas, pelos senhores Pedro Marçal Ribeiro, Sebastião Nicolau Fróes, João Canedo, Martiniano de Campos, Rosa Adriano Consolim, João Batista Fróes e José Fernandes Fróes. Nessa época o patrimônio passou a ser chamado de Divisora, por servir de divisa entre três fazendas.

No ano de 1940 chegou à região Antônio José Fogaça, mais conhecido como “Antônio da Luz”, que instalou a primeira casa comercial da localidade. Ainda em 1940, Antônio José Fogaça adquiriu de Maria da Conceição de Carvalho Macedo, uma propriedade de 10 alqueires de terra, em torno do patrimônio de Divisora e começou a loteá-lo. Assim, toda a localidade passou a ser conhecida como Patrimônio da Luz, em homenagem ao Senhor Antônio José Fogaça.

Deve-se destacar também a extração de madeira no início da história da formação do município, pouco relatada e documentada.

A cultura do café foi o grande destaque já no início da história do Patrimônio da Luz, hoje conhecido como Nova Fátima. O “ouro verde” atraiu muitos imigrantes, entre as décadas de 1940 e 1960, principalmente japoneses. Também merecem destaque a presença de pequenos grupos de italianos, espanhóis, alemães e árabes que vieram diretamente de seus países ou chegaram a outros Estados do Brasil, como São Paulo, para depois se dirigirem ao Paraná e mais especificamente, à Nova Fátima. Também merecem destaque os migrantes nordestinos, paulistas e mineiros que vieram para a citada localidade atraídos pela cultura do café.

A suinocultura era explorada extensivamente e José Pires foi um dos principais produtores da localidade. Ainda na década de 1940, os animais eram levados até o município de Santo Antonio da Platina, onde eram comercializados.

Tais grupos de migrantes e imigrantes introduziram o cultivo de subsistência de gêneros agrícolas como o milho, o arroz e o feijão. Assim, migrantes e imigrantes como Gustavo Schenfelder, Lupércio Amaral Soares e Carlos Ross também vieram para a localidade.

Em 1942, começou a ser construído o primeiro prédio para sediar uma igreja que pertencia à Igreja Católica Apostólica Romana. Em 1944, foi inaugurada a Capela de Nossa Senhora da Luz, padroeira da localidade, passando, dessa data em diante, o povoado ter a mesma denominação, sendo que o seu primeiro padre foi Ângelo Rotondi. Já a primeira missa foi rezada pelo frei Demétrio de Dueville, na residência de João Batista Fróes. O desenvolvimento da localidade teve fundamental ligação com a construção da Capela de Nossa Senhora da Luz.

Pelo Decreto-Lei nº. 92, de 14 de setembro de 1948, o Patrimônio da Luz foi elevado à categoria de Distrito Judiciário, com a denominação de Tulhas.

O distrito de Tulhas foi emancipado através da Lei Estadual Nº. 790, de 14 de novembro de 1951, e instalado em 14 de dezembro de 1952, com território desmembrado de Congonhinhas e passou a ser denominado como Nova Fátima. Com a instalação do município, tomou posse o primeiro prefeito municipal eleito, Sebastião Nicolau Fróes, e também Ramiro Fraiz Martines que presidiu a Câmara Municipal.

O nome Nova Fátima, ao que tudo indica, foi sugerido por Dom Geraldo de Proença Sigaud, então bispo da paróquia de Jacarezinho. Ele teria afirmado na época, que encontrou muitas semelhanças entre a topografia regional de Nova Fátima com a da cidade de Fátima, em Portugal, mundialmente conhecida pela aparição de Nossa Senhora de Fátima, para três crianças pastoras. Essa denominação encontrou muita resistência por parte dos pioneiros, devotos de Nossa Senhora da Luz, que não admitiam a troca da padroeira. Contudo, foi adotado o novo nome o que demonstrou a força e importância da Igreja Católica Apostólica Romana no início da história de Nova Fátima. A vista do prédio da Igreja Matriz de Nova Fátima.

Não se pode esquecer que no início da sua história, Nova Fátima possuía estradas e ruas de terra, fato que mudou consideravelmente nos anos seguintes, com o crescimento do cultivo do café na localidade.

Os primeiros moradores tiveram que realizar várias derrubadas de árvores, já que a Floresta Latifoliada Tropical era vista como um entrave para o chamado “progresso”. Assim, provavelmente a extração de madeira foi uma atividade importante nas décadas de 1930, 1940 e 1950, apesar de existirem poucos registros sobre ela.

Posteriormente, recebeu grande leva de migrantes paulistas, mineiros e nordestinos. Com relação à chegada de grupos de imigrantes, vale destacar a provável presença da imigração de origem européia e japonesa atraídos pela agricultura do café.

A presença de grupos indígenas não é citada quando do início da colonização no atual território do município de Nova Fátima, apesar dos relatos dos moradores mais antigos e de pioneiros sobre a existência de tribos indígenas quando ocorreu a colonização do território onde hoje se localiza o município. Também não se pode esquecer de que existem muitos moradores que são descendentes de índios, como Erci Xavier Pavarina, que desempenha o cargo de orientadora educacional na Escola Municipal Maria Pura M. Fraiz.

Nesse sentido, enquadram-se as terras adquiridas pela Companhia Agrícola Barbosa Ferraz, no norte do Paraná, próxima a Congonhinhas, entre os anos de 1940 e 1945, então pertencentes ao município de Cornélio Procópio. O Brasil vivia sob a égide do governo de Getúlio Vargas, no chamado Estado Novo. Um dos seus grandes projetos governamentais era ocupar áreas mais interioranas que não tinham sido “civilizadas”. Era a chamada Marcha para o Oeste.

A idéia era plantar e produzir café na região, incentivados pelo governo federal e pela decadência do café no Estado de São Paulo, até então o principal produtor brasileiro.

Nova Fátima é comarca desde 1967, possuindo um fórum. O seu primeiro juiz de direito foi Jair Ramos Braga e o seu primeiro promotor foi Areli Silva Correia. Ela teve alguns juízes de Direito como Jair Ramos Braga, Cicero da Silva, Celso Araújo de Guimarães, Elynice Sondalh Mattos e Sergio Alves Gomes.

Então, pode-se afirmar que café foi a atividade econômica mais importante entre as décadas de 1940 e 1960. Com o início da sua crise do café, na década de 1960, houve uma diversificação das atividades agrícolas o que levou ao plantio de algodão. O auge econômico de Nova Fátima coincide com o período de prosperidade trazido pelo café e algodão, entre as décadas de 1950 e 1970. O algodão passou a dividir com o café a condição de principal atividade econômica agrícola. Contudo, na década de 1970, com a decadência do café, e com o início, nos anos 1990, da crise do algodão, o município enfrentou e enfrenta um longo período de declínio econômico e no número de habitantes. Ao mesmo tempo, o plantio de trigo, milho e principalmente soja avançou substancialmente nos últimos anos. A partir da década de 1970 ocorreu uma diversificação na agricultura, com o cultivo de soja, trigo. A fruticultura, nos dias atuais, cresce consideravelmente, através do abacate, abacaxi, laranja e uva. Também merece destaque a pecuária bovina e de aves.

Com a crise do café e do algodão, o município de Nova Fátima sofreu e sofre bastante com o êxodo rural e a migração de moradores para cidades maiores.

Ademais, a partir das décadas de 1970 e 1980 houve a expansão do algodão, da soja, do trigo e do milho. Os três últimos cultivos são dominantes hoje na economia agrícola fatimense.